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A morte do crítico


Nos últimos anos, adquiri um certo ritual ao ver filmes. Depois do fim, conversava sobre com quem estava do lado, quase sempre a minha namorada, e depois, ou junto disso, abria no iPhone, pela ordem, as resenhas de Roger Ebert, Peter Travers (da Rolling Stone) e A.O. Scott (do New York Times)1. Não diria que […]

Nos últimos anos, adquiri um certo ritual ao ver filmes. Depois do fim, conversava sobre com quem estava do lado, quase sempre a minha namorada, e depois, ou junto disso, abria no iPhone, pela ordem, as resenhas de Roger Ebert, Peter Travers (da Rolling Stone) e A.O. Scott (do New York Times)1. Não diria que existe um modo “certo” de ler uma crítica, mas eu gosto da ideia de ler primeiro notícias, um tuite ou parágrafo de uma resenha de alguém confiável anunciando algum filme, depois apreciar a obra em questão e, só daí, ler a crítica.

A morte de Roger Ebert irá empobrecer o meu ritual e, de certa forma, o próprio cinema. Não sou a melhor pessoa para fazer uma análise sobre a obra dele aqui, nem conseguiria fazer justiça ao trabalho de quem eu acho o mais importante crítico da “sétima arte” – certamente há melhores obituários pela rede, e recomendo fortemente que você leia o que o amigo brasileiro e também ótimo crítico Pablo Villaça escreveu. Mas acho que vale apresentar a quem não conhece: se você nunca leu o trabalho dele, jogue no Google o nome (em inglês) de um filme importante para você e “Ebert” no fim, leia e veja como um profissional com olhos e texto treinados vê um filme de maneira diferente. Esse processo aí ajudou na minha formação de cinéfilo: para mim, a boa crítica é aquela que ajuda a enxergar o contexto, a intenção, a linguagem, o impacto e te dar um vocabulário para apreciar (ou falar mal, se for o caso) uma determinada obra, ao mesmo tempo que acompanha a reação de alguém que já viu dezenas de milhares de filmes. Depois de ler as críticas de Ebert, com linguagem e referências claras, ficou mais fácil expressar por que eu gostava do que gostava e quais as características de um filme eu favorecia.

Entre os críticos, Ebert foi particularmente importante porque, como definiu o pourmecoffee, ele “sempre escreveu como um amador inspirado, não como um profissional cínico”. Se eu gostasse de um filme que ele não gostou, ou o inverso, não me sentia ofendido – um problema comum das críticas para mim é um certo prazer de alguns jornalistas em falar muito bem ou mal de algo e ao mesmo tempo ofender quem discorda da opinião. Nunca me senti assim ao ler o crítico americano, o que ajudou a fazer com que suas opiniões chegassem a mais gente, mesmo quando ele detonava absolutamente os filmes – coisa que ele fazia ridiculamente bem. E chegar a mais gente sempre foi um norte: mesmo depois que a doença impediu que ele conseguisse falar, ele deu mais valor a outras formas de comunicação, e interação com leitores online. Veja que lindo é este depoimento dele, em 2009, sobre como conseguiu fazer as pazes com sua voz mesmo depois de perder o maxilar por causa do câncer.

Dois dias antes de morrer ele escreveu, feliz, como tinha produzido, em 2012, mais resenhas e artigos que em qualquer outro ano de sua vida (306!), e desenhava alguns planos para o futuro. O nível, constância e capacidade de produção de Roger Ebert serão sempre uma inspiração para mim e qualquer jornalista, espero. Mas além do luto, a minha preocupação agora é sobre, como diz o jargão futebolístico, as peças de reposição. Quem assume os papéis dos grandes críticos, à medida que eles se vão?

Qual é a utilidade de um crítico?

O mercado jornalístico estabelecido não anda lá muito animador no Brasil (e terrivelmente desanimador no resto do mundo), mas ele é especialmente cruel com críticos de arte de qualquer tipo. Os críticos de grandes jornais e revistas são relativamente velhos (logo, caros), produzem “menos”, e suas matérias tem poucos cliques comparados àquela galeria de celebridade de biquíni no F5. Por isso, muitas vezes eles são alguns dos primeiros a serem mandados embora nos tais passaralhos. Jornalistas adoram se ocupar com notícias de jornalistas, mas o público parece não se preocupar tanto com essa perda. Quando Mauricio Stycer, provavelmente o mais relevante crítico de TV no Brasil, noticiou as demissões em massa de críticos nos EUA e questionou se era uma profissão em extinção, apareceram alguns comentários-clichê do assunto, de quem acha que crítico é “aquele ___|||||_ [músico, cineasta] frustrado”, que só critica negativamente. Aqui vai um worst of:

Tomara que acabe mesmo com esses criticos, pois eles não servem de nada!Quem tem que avaliar os filmes e etc.. é o publico e não por uma pessoa só que acha que sabe de termos tecnicos!!!

Falar mal dos outros até eu sei ! E depois, o gosto pessoal é tão variado hoje, que críticas não resultam em nada. Tem os que gostam de porcaria e os que gosta de filmes bons, a opinião de 1/2 duzia de tipinhos metidos a besta não vão influenciar ninguem.

Em geral sigo a seguinte: Filme bem de critica = Ruim ou pessimo – 99% das vezes Filme ruim de critica = Bom ou Otimo – 95% das vezes Critico de cinema = deputados – não servem para nada!!

Havia no meio dos comentários gente equilibrada, lamentando a falta de críticos, mas esse tipo de opinião que pincei é bastante comum, para ser bem franco, desde muito antes de inventarem a internet – as caixas de comentários só deram mais volume a essas ideias. Não quero dizer aqui que a internet esteja matando os críticos exatamente – os otimistas podem dizer que a crítica especializada tem menos espaço na tal velha mídia, mas que essa perda é largamente coberta pela quantidade de novos veículos, blogs e vozes online. Para mim, ainda é difícil julgar se a troca é totalmente positiva2: como as pessoas se acostumaram a não pagar pelo que lêem na internet, muitos dos novos críticos têm algum segundo emprego, e muitas vezes não têm a bagagem dos velhos, que obviamente não são infalíveis, mas pelo menos caem com menos frequência na armadilha da crítica “animador de torcida”. O que mais há nas “críticas” da rede são fãs de séries falando de séries que são fãs, geeks de ficção científica escrevendo sobre ficção científica (e nenhum outro gênero mais) e o fã-clube da banda X avaliando faixa a faixa um disco novo. Pode ser mais útil para alguns tipos de leitores, mas o problema para mim é este: achar que a crítica tem de ser útil.

O crítico de cinema da Folha Inácio Araújo, reclamou esses dias em seu blog do tom de algumas cartas que o Guia recebe reclamando sobre a cotação dos filmes:

É um problema civilizacional. O sujeito se vê não como o cidadão que, diante de um texto que o convoca, de um modo ou outro, a refletir, discordar, acrescentar algum conhecimento, etc.

Ele é diferente. Se não está de acordo com o número de estrelas que aparece lá ele se sente lesado em sua condição de consumidor. É nessa condição que ele escreve e se queixa: a opinião do crítico não bate com a sua, o crítico deveria estar de acordo com o espectador.

Depois de explicar o papel do crítico, de criar um diálogo sobre a obra, Inácio diz que a crítica “não é para consumidores, mas para cidadãos. E o mundo se desenha mais para consumidores do que para cidadãos. Azar o nosso.”

Um review (alguns setores preferem o termo em inglês) de um smartphone é no fim um conselho de compra (ou não), então tudo bem. Mas essa lógica não pode ser aplicada para obras com pretensões artísticas: um review de um filme tem que ir, de fato, para além de ser utilitário. Mas é um pouco isso que vemos hoje, com quiz em grandes portais onde você responde meia dúzia de perguntas e um algoritmo simples indica que nova série de TV você deve acompanhar. Deixando momentaneamente a discussão sobre “videogames como manifestação artística” (que Ebert trouxe novo fôlego) de lado, é interessante observar que no tal jornalismo de games a resenha é raramente mais que um conselho de compra: ela informa consumidores, indica se “fãs da série” vão gostar e se aspectos técnicos estão bem resolvidos ou não. Mesmo o Kotaku americano, que tem uma visão mais crítica que a média, deixa mais destacado que qualquer informação em seus reviews a pergunta “Você deve jogar isso?” (Sim ou não). Parece que as pessoas hoje buscam respostas mais diretas a uma questão de consumo de mídia.

O preço do tomate

No início dos anos 80, Roger Ebert e seu colega crítico Gene Siskel criaram o primeiro programa da TV aberta totalmente dedicado ao cinema, o At the Movies. Ali, eles simplificaram a crítica do filme para quem queria ir direto ao ponto, com polegares para cima. A expressão “two thumbs up”, que indicava que os dois críticos concordavam que algo era bom, virou sinônimo de um filme de alta qualidade na opinião de experts. Os críticos da crítica se dividiram na aceitação do programa: por um lado, ele levou às massas uma opinião inteligente (ainda que com a superficialidade da TV) sobre cinema, mas também gerou um problema: era preciso não resistir mais à quantificação da opinião, algo que a crítica literária, por exemplo, sempre fugiu – até hoje. Para fazer isso, usaram-se polegares, escalas numéricas, estrelinhas ou o simpático bonequinho do jornal O Globo. Entre os jornalistas de cultura, há bastante gente que tem aversão a essas notas. Mas, penso, ela não é grande problema quando está atrelada a uma crítica, literalmente no mesmo programa de TV ou na mesma página de jornal. Estrelas não matam o crítico: tudo bem o Ebert dar um joinha quando ele acabou de falar alguns minutos sobre o filme em questão.

Mas alguns sites têm levado a crítica quantificável a outros patamares, separando a nota daquele tanto de palavras escritas que a justifica. Em 1998, Senh Duong queria fazer uma homenagem a Ebert em um novo site dedicado a agregar críticas de filmes, que se chamaria “thumbsdown.com”. O nome estava tomado e foi escolhido, no lugar, Rotten Tomatoes, que entrou no ar no ano seguinte. Além de reunir notícias e trailers sobre o cinema, o RT tem o chamado “tomatômetro”, que simplifica ainda mais a escala, ao classificar a resenha do filme – tendo nota ou não – como “fresca” ou “podre”. Pela lógica dos tomates, um crítico que deu nota 7.6 e identificou alguns problemas em um filme tem o mesmo peso de quem deu um 10 perfeito. O número do “consenso dos críticos”, como é chamado, é bem mais proeminente que os links para as críticas que o compõe, e ele de certa forma separa a argumentação da atribuição de valor absoluto.

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Armond White, o polemista crítico e diretor do New York Films Critics Circle disse, em um discurso a críticos, atores e diretores em 2010:

Ao entulhar críticos em um site e atribuir “pontos percentuais de entusiasmos” a resenhas completas, a internet se vinga da expressão individual – a essência da crítica, se não a definição da própria democracia. Isso mostra uma tendência anárquica na cultura pop em vulgarizar o profissionalismo – de não confiar nele.

Como White, há dezenas de estudiosos que têm reservas aos tomates. O sistema binário gera algumas aberrações, como o ranking de melhores filmes de todos os tempos (os com resenha 100% favoráveis, como se algo assim fosse possível), que traz Toy Story 2 encabeçando a lista, com Cidadão Kane, Tubarão, Exterminador do Futuro e Mary Poppins colados. Além disso, filmes de gênero e voltados para um público mais jovem ganham resenhas mais positivas, já que boa parte dos sites dedicados a críticas na internet são voltados para este público. E não dá para confiar que o crítico da IGN, um site originalmente dedicado a videogames, vai ter a mesma opinião sobre o último Transformers que o do New York Times. A diferença de nota entre críticos diferentes é clara: Jackass 3D, por exemplo, está com 64% (classificado como “fresco”) no tomatômetro, mas se você clicar no diminuto botão de “top critics”, que inclui apenas as vozes mais estabelecidas, a nota cai para 41%. Isso é observável com qualquer filme de ficção científica ou super-heróis, como na nota de Watchmen, O Cavaleiro das Trevas Ressurge e o (terrível, na minha opinião) Homem-Aranha 3.

É fácil, vendo esses dados, compartilhar da opinião apocalíptica de alguns dos críticos da sétima arte, de que escalas reduzem a importância das críticas ao conselho de consumo, como Inácio Araújo teme. Hoje, é inegável a influência do Rotten Tomatoes – o sistema é inclusive integrado no iTunes e em vários outros sites ao lado do nome dos filmes. Mas, ao mesmo tempo, é difícil dizer que ele é “revolucionário” ou que é a internet que está estragando tudo – ela apenas exacerba um comportamento antigo. Antes, ao vermos na caixa de um filme na locadora o “two thumbs up” do Ebert ou um “surpreendente” de Rubens Ewald, aquilo ajudava a escolher algo mais “fresco” ante tantas opções. E, se o RT diminui e homogeniza a opinião dos críticos, ele não é automaticamente ruim para o cinema: pessoas da indústria concordam que uma boa nota no site pode alavancar a carreira, por exemplo, de um documentário ou um filme independente. Para sorte de alguns e azar do “alto gosto estético”, não importa o que o tomatômetro falar da Saga Crespúsculo, ela terá o seu público. Então a influência dele para os filmes – não para a crítica – é limitada.

Para mim, a melhor forma de usar o Rotten Tomatoes, assim como o Metacritic, é como um atalho para os textos críticos propriamente ditos. Mais ou menos como uso a Wikipédia em pesquisas de assuntos complexos: ela normalmente é só o ponto de partida. A internet pode ter ajudado a, de certa forma, diminuir a importância de algumas vozes particulares na crítica, e isso é ruim. Mas só isso não mata o crítico. O problema, como Armond White falou, é “vulgarizar o profissionalismo”. É achar que não precisamos mesmo de gente como Roger Ebert “dizendo o que a gente deve assistir” (como se fosse essa a proposta).

As estrelinhas do povo são a voz de Deus?

Podemos discutir indefinidamente se a força do crítico diminuiu, foi simplificada ou ganhou mais volume com a internet. Mas algo que não podemos negar é que o não-crítico, o sujeito comum, ganhou poderes e alcance de resenhador de uma forma que não tinha antes. O acesso a sites e ferramentas que permitem dar estrelas, comentar ou blogar sobre obras artísticas faz com que todos nós que não somos críticos possamos nos sentir como um.

Isso pode ser interessante e “democrático”, não necessariamente melhor. Mas há bastante gente que acha que o modelo de democracia crítica da internet é superior ao “antigo”, onde apenas intelectuais poderiam dizer o que era bom e ruim. Pegue, por exemplo, Paulo Coelho, que sempre foi defenestrado pela crítica e recentemente se esforça para se conectar com as novas gerações conectadas, defendendo a pirataria e as redes sociais. Em um artigo recente para a Revista Época ele joga a torcida contra os críticos “elitistas”, que estariam desconectados com o que o desejo do público.

Pela primeira vez na história, temos acesso irrestrito a bens culturais. Com o advento da internet, todos puderam expressar o que pensam a respeito de qualquer tema – incluindo aí as obras literárias. Quando alguém deseja comprar um livro, não vai procurar os comentários da crítica especializada, mas daqueles que já leram. Isso pode determinar o sucesso global ou a morte súbita de um texto.

O autor mais vendido da língua portuguesa diz que as ferramentas digitais só estão amplificando o fenômeno do boca-a-boca, que sempre existiu, e que esses intelectuais que ficam nos seus mundinhos não sabem o que o público realmente quer – acreditando, de novo, que o papel do crítico/intelectual é apontar para o público o que é bom, não dialogar com a obra. O que Paulo Coelho e outros Otimistas da Nova Era Digital de Aquário™ advogam é que a democracia da rede tira o poder excessivo de alguns críticos que poderiam fazer a carreira ou matar determinado produto – o que é bem comum no mundo dos vinhos, como apontou um amigo enólogo, mas é menos relevante em literatura ou cinema. Com ou sem a internet, os críticos mais importantes das nossas vidas sempre foram os “amigos com bom gosto”, e nós sempre pudemos indicar, presentear, trocar (o que é mais difícil com produtos digitais) as nossas obras com eles. Mas parece que para Paulo Coelho os críticos não fariam muita falta.

Um belíssimo manifesto dos críticos publicado ano passado por Daniel Mendelsohn na New Yorker, parece ter sido encomendado para responder a Paulo Coelho. Ele diz que “particularmente em uma cultura afogada no hype e promoção (tanto profissional quanto amadora – a cultura dos aplausos reflexivos), uma função vital do crítico é descascar o hype de quem lança, o feed de Twitter auto-congratulatório de um autor, e reorientar a conversa para onde ela pertence: à obra e seus méritos e falhas, julgados sob um conhecimento genuíno e um gosto desinteressado.”

Nem vou discutir aqui o futuro pós-pós-crítico, o approach algorítmico do Netflix, que indica filmes a você com uma precisão incrível baseado no que você gostou antes. Isso pode fazer com que tenhamos algumas noites de filmes satisfatórias em casa, se pensarmos em cinema como um puro passatempo. Mas me dá calafrios a visão de que o público não quer saber da opinião dos “intelectuais”, que um filme se esgota quando os créditos rolam e as estrelinhas são conferidas. Tudo bem que nem todo mundo tenha paciência para essas discussões, mas a arte e a crítica como gênero literário ganham.

Para o crítico A.O. Scott, o meu medo é infundado. Ele, que começou a carreira literalmente insultando Roger Ebert – e depois virou um grande amigo, disse que a crítica nunca vai morrer.

[A crítica] não é uma profissão e não sobreviverá ou morrerá com qualquer modelo de negócios particular. A crítica é um hábito da mente, um gênero de escrita, uma maneira de viver – um comprometimento com a exploração independente e aberta de obras de arte em relação umas com as outras e com o mundo em volta delas. Sendo assim, ela sempre poderá ser mal-interpretada, subavaliada e em crise com ela mesma. Artistas reclamarão, fãs irão dar pouca importância, mas a discussão nunca irá acabar.

Polegares para cima.


  1. Meus críticos favoritos de cinema por acaso são americanos, mas isso tem mais a ver com o fato de que comecei a apreciar mais cinema apenas nos últimos 6 ou 7 anos, e todas essas críticas estavam encontráveis facilmente online a partir do Metacritic. Tenho um certo problema com boa parte da crítica nacional, a que se leva a sério demais, tem um certo prazer em ser cínica e tem algumas predileções que me incomodaram – filme americano (ou estadunidense, para alguns) sai com uma estrelinha a menos e europeus/iranianos saem com uma a mais. Há um monte de gente muito boa que também é gente boa – já tive um papo ótimo com o Rubens Ewald, por exemplo. Só não achei um cara com que concordasse tanto, mesmo quando discordava, e apreciasse a escrita, quanto o Roger Ebert. De novo, a paixão dele por filmes e a ausência de preconceito ou postura arrogante fizeram dele uma pessoa tão influente e popular. Em seu livro de memórias, ele disse: “Se você prestar atenção aos filmes eles dirão a você o que as pessoas desejam e temem. O “tema” dos filmes raramente é o que parece ser. Veja um filme que muitas pessoas amam, e você achará algo profundo, não importa quão bobo este filme aparente ser.” =( 
  2. A crítica de música foi provavelmente a que mais ganhou boas vozes com a chegada da internet – no Brasil há bem mais opções de boa gente do que os 4 jornais + a Bizz que tínhamos há duas décadas. É claro que há também um problema de excesso de fãs-resenhadores, que tendem a limitar a crítica a comparações com obras anteriores, mas o saldo parece positivo. Lá fora não é diferente, com oásis como o Pitchfork, que traz algumas das melhores críticas já publicadas, em papel ou pixels (minhas favoritas: Cat Power e Smashing Pumpkins). 
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