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Biografias, Munro e Malala – Os destaques da semana na nossa newsletter


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Olá, amigos e amigas. Bem-vindos à newsletter do Oene. Eu sou o Pedro e estarei na companhia de vocês neste sábado parcialmente nublado, mas sem chuva em São Paulo. A programação do fim de semana é ver Gravidade (no iMax, de preferência) – com a cada vez mais bela e melhor atriz aos 49 anos Sandra Bullock; ouvir mais 17 vezes o disco da Lorde , a sensação neozelandesa que nasceu em 1996; e finalmente ler mais contos de Alice Munro, que surpreendeu muita gente ao ganhar o Nobel de literatura esta semana, aos 82. Girl Power!

Mas vamos ao Reader’s Digest dos últimos dias.

Malala e um novo sentido para a cultura de paz. Essa foi a semana que muita gente foi apresentada à jovem paquistanesa Malala Yousafzai, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato por defender melhores condições de educação no Paquistão. Uma das favoritas ao Nobel da Paz, ela deu uma memorável entrevista a Jon Stewart explicando o que diria se um soldado talebã novamente tentasse tirar sua vida. É algo lindo, de chorar. Para saber mais sobre suas ideias, a situação da educação no seu país, o impacto que a sua militância teve ou simplesmente para ter mais fé na nossa juventude, vale ler essa entrevista que ela deu a Abdul Hai Kakar na Atlantic .

Corredor de ônibus pra quê? – O Estadão fez um bizarro editorial defendendo o “direito de dirigir”, afirmando que privilegiar o transporte público em detrimento do individual em São Paulo é uma ideia “demagógica”. A jornalista Natália Garcia pegou vários fatos e estatísticas e desconstruiu o argumento ponto a ponto. “Criar uma polaridade carros x transporte público é um desserviço prestado pelo jornal, que ficou na superfície de uma questão muito mais profunda e complexa”, arremata.

Hora de ler Alice Munro! No anual “Dia de não dar o Nobel para Philip Roth” muita gente foi pega de surpresa com a premiação da canadense Alice Munro, que em toda sua vida só lançou coletâneas de contos, um gênero cheio de preconceitos, como salienta Daniel Pellizzari no blog do MIS. Eu conheci o trabalho dela há pouco tempo a partir de um elogioso ensaio de Jonathan Franzen e recomendo com muita fé o sensacional Ódio, amizade, namoro, amor e casamento, que será reeditado pela Editora Globo – ali há um dos 5 melhores contos que li na vida. O bom para nós aqui é que há muitas histórias dela publicadas online. Em português, você pode ler As
crianças Ficam
, conto-cortesia da Cia das Letras (que editou 3 de seus livros por aqui) e em inglês basta dar um pulo na New Yorker que há várias coisas liberadas para não-assinantes .

Ainda sobre biografias não-autorizadas. A grande polêmica da semana começou aqui, teve primeiro uma grande resposta de Benjamin Moser, biógrafo de Clarice Lispector e depois de Mário Magalhães, que rebateu a ideia meio louca que biografias enriquecem autores no Brasil. Apesar de a lei brasileira ser bem mais restritiva que em outros países, a discussão sobre os limites da biografia não-autorizada rola há algum tempo lá fora. E vale tirar uns 20 minutos para ler este texto de 2011 escrito por Kitty Kelley para o American Scholar. A americana produziu biografias-best-sellers de Frank Sinatra, Jackie Kennedy, Oprah Winfrey, Elizabeth Taylor entre várias outras e fala do valor desse tipo de obra (em relação às hagiografias que são a maior parte das histórias contadas com o aval do biografado): “Eu acredito que a melhor maneira de contar uma história de vida é de fora olhando para dentro, então eu escolhi colocar o meu nariz pressionado contra a janela ao invés de me ajoelhar dentro para ser alimentada de colherzinha. A maior parte das grandes biografias são escritas sobre pessoas que morreram, e são é claro biografias não-autorizadas. Defender firmemente a biografia independente e não-autorizada pode soar como se esforçar muito para defender um objetivo baixo, mas eu não quero viver em um mundo onde a informação é autorizada, sanitarizada e homogeneizada.”

Você já parou para fazer estatísticas do seu Facebook? Fred di Giacomo já, e conta o que aprendeu sobre felicidade lendo absolutamente todos os updates de seus amigos em um dia. Ele até questiona algumas críticas comuns ao uso da rede, como de que o “post-invejinha” é tóxico. Aliás, se você já não deu uma passada pelo Glück Project , vale acompanhar o projeto-explicação-da-felicidade, feito em parceria com outra jornalista talentosíssima, a Karin Hueck. O post inaugural promete.

[Imagem: Julie Edgley / Flickr]

some random quote lost in here.